Orientação de Pais: 3 Exemplos Práticos da TCC e AC

Exemplo 1 – Primeira Infância (2 anos)

Situação:


João, de 4 anos, grita e se joga no chão toda vez que a mãe diz “não” a algum pedido, especialmente em supermercados.

Intervenção com orientação de pais:
Durante o atendimento, a psicóloga orienta os pais a:

  • Prever a situação antes de sair de casa, explicando de forma simples o que vai acontecer: “Hoje vamos ao mercado e não vamos comprar brinquedos, combinado?”
  • Ignorar os gritos e birras sem ceder ao pedido, mantendo a calma.
  • Reforçar o comportamento adequado depois do episódio: “Você ficou calmo quando saímos do mercado, muito bom, filho!”.

Resultado esperado:


Com consistência, João aprende que gritar não traz o que ele deseja e começa a desenvolver maior tolerância à frustração.

Os pais precisam se preparar para olhares e críticas de estranhos, se manterem firmes em sua posição sabendo o que e por que estão fazendo, sem se deixar intimidar por opiniões expressas nos olhares de pessoas que não significam absolutamente nada para eles. Muitos pais cedem às birras dos filhos para acabar com o próprio estresse e desconforto de serem julgados. Com isso, reforçam o comportamento da criança de sempre conseguir o que quer por meios perturbados. 

Os supermercados e shoppings utilizam técnicas de sedução para criar desejos em adultos e crianças. Profissionais são contratados para criar vitrines e muitas outras estratégias para otimizar a compra. Se não é fácil para adultos resistirem, para crianças é uma superação incrível e que precisa ser bem conduzida, com paciência e muito amor.

Exemplo 2 – Terceira Infância (9 anos)

Situação:


Marina, de 9 anos, tem dificuldades para fazer as tarefas escolares sozinha. Reclama, se distrai facilmente e os pais terminam fazendo por ela.

Orientação de Pais
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Intervenção com orientação de pais:
A psicóloga ensina aos pais:

  • Estabelecer uma rotina fixa para o estudo, com tempo delimitado e ambiente livre de distrações.
  • Utilizar um quadro de reforços/recompensas: a cada tarefa feita com autonomia, Marina ganha um ponto; acumulando pontos, ela pode trocar por algo positivo (tempo extra de tela, por exemplo).
  • Reforçar/apoiar verbalmente os esforços, mesmo que o desempenho não seja perfeito: “Estou vendo como você está se esforçando. Isso é muito importante!”. Isso é reconhecimento merecido por se esforçar, não bajulação (ser elogiado por existir).

Resultado esperado:
Marina desenvolve autonomia, responsabilidade e passa a associar o esforço com reconhecimento e pequenas recompensas.

Todos fazemos coisas que, provavelmente, se não fosse a recompensa (salário, benefícios, atenção), preferiríamos estar fazendo algo mais prazeroso. Muitas pessoas, inclusive, se sacrificam e correm para contar seu feito nas redes sociais, em busca de likes e comentários que lhes massageiam a vaidade. É a “recompensa/reforço” que move o mundo, seja financeiro, emocional, social. Dizer a uma criança que “estudar não é mais que obrigação dela” e acreditar que apenas isso vai fazer alguma diferença é um autoengano que pode custar o futuro do seu filho. É preciso intervir habilidosamente e a Orientação de Pais existe para capacitar os pais nesta tarefa.

Exemplo 3 – Adolescência (15 anos)

Situação:

Lucas, de 15 anos, passa horas no celular, tem respostas agressivas e se recusa a conversar com os pais sobre suas atividades.

Intervenção com orientação de pais:

Durante as sessões, os pais aprendem a:

  • Estabelecer limites claros e negociados sobre o uso de celular (por exemplo, desligar o aparelho durante o jantar e antes de dormir).
  • Evitar confrontos diretos e usar técnicas de comunicação assertiva: “Eu entendo que você queira ficar no celular, mas também precisamos de tempo juntos. Podemos conversar sobre isso?”.
  • Aplicar consequências lógicas, como perder o celular temporariamente se os acordos forem descumpridos, sempre explicando o motivo e mantendo o tom respeitoso.
  • Reconhecer os sentimentos do adolescente, criando um espaço de confiança: “Você parece irritado. Quer conversar ou prefere um tempo sozinho?”.
  • Ser modelo

Resultado esperado:

Orientação de Pais
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Lucas sente que sua opinião é levada em conta, começa a responder com menos hostilidade e os pais recuperam o poder de educar sem recorrer à imposição autoritária.

Ser modelo para as mudanças que os pais desejam é muito importante. Neste exemplo 3, pais que ficam o tempo todo no celular, têm poucos argumentos para enfrentar esta situação e sobra apenas o autoritarismo, que leva a brigas e afastamento.

Esses exemplos mostram como a orientação de pais pode ser adaptada a diferentes fases do desenvolvimento e como pequenas mudanças no comportamento dos adultos podem gerar grandes transformações na relação com os filhos.

A Teoria Adquire Verdadeiro Valor Quando Se Transforma Em Prática.

Compreender o problema é essencial, porém é a aplicação orientada desse conhecimento que promove mudanças consistentes e duradouras.

Caso as reflexões apresentadas neste espaço sejam pertinentes à sua realidade, o acompanhamento profissional pode oferecer um caminho estruturado para ampliar a clareza emocional, fortalecer decisões e desenvolver estratégias mais eficazes diante dos desafios atuais.

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